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Sustentabilidade e ACV Publicado originalmente: 9 de junho de 2020 Atualizado: 3 de novembro de 2026

Depleção da camada de ozono na ACV

A proteção da camada de ozono avançou, mas as emissões residuais e persistentes continuam a ser relevantes para a ACV.

Uma categoria de impacte que continua a ser relevante

A camada de ozono estratosférico absorve grande parte da radiação ultravioleta UV-B proveniente do Sol. A redução da sua concentração aumenta a quantidade de UV-B que pode atingir a superfície, com consequências potenciais para a saúde humana, os ecossistemas e os materiais.

O Protocolo de Montreal, adotado em 1987, estabeleceu a eliminação progressiva da produção e do consumo de numerosas substâncias que destroem a camada de ozono. A aplicação do acordo reduziu drasticamente a utilização destas substâncias e colocou a camada de ozono numa trajetória de recuperação. Ainda assim, a recuperação é gradual: muitas substâncias permanecem na atmosfera durante anos ou décadas, e algumas utilizações controladas continuam sujeitas a calendários de eliminação.

Como a ACV avalia a depleção

Nos estudos de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), esta categoria considera as emissões de substâncias com potencial de destruição do ozono ao longo do ciclo de vida, incluindo as fases de produção, utilização e fim de vida. Entre os exemplos históricos encontram-se os CFC e os HCFC, utilizados em aplicações como a refrigeração, o ar condicionado, as espumas e determinados processos industriais.

Os métodos de avaliação de impacte caracterizam estas emissões através de fatores que representam o seu potencial relativo de destruição do ozono. Um indicador comum é expresso em quilogramas equivalentes de CFC-11. Os resultados dependem do método selecionado, das substâncias incluídas e da qualidade do inventário.

Não confundir ozono estratosférico e ozono troposférico

A depleção da camada de ozono não é o mesmo fenómeno que a formação de ozono ao nível do solo. O ozono estratosférico protege a vida da radiação UV-B; o ozono troposférico é um poluente atmosférico associado a reações fotoquímicas entre precursores como óxidos de azoto e compostos orgânicos voláteis. Na ACV, são categorias de impacte distintas.

Como interpretar e reduzir os resultados

A seleção de refrigerantes e agentes expansores, a prevenção de fugas, a recuperação adequada de equipamentos e o tratamento correto de substâncias no fim de vida podem influenciar os resultados. É essencial utilizar fatores de caracterização compatíveis com o método e a versão adotados e não presumir que todas as alternativas aos CFC têm o mesmo perfil ambiental: algumas substâncias substitutas não destroem o ozono, mas podem ter um elevado potencial de aquecimento global.

A ACV ajuda a avaliar estas compensações ao longo do ciclo de vida, em vez de considerar apenas uma propriedade isolada de uma substância.

Referências e leituras complementares